A Organização Nacional contra as Drogas e a Pedofilia fazem marcha na abertura da Semana de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Ceilândia deu o pontapé inicial na luta contra a pedofilia na capital do país. Para abrir a Semana de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, cerca de 80 pessoas participaram de uma passeata na mais populosa cidade do Distrito Federal. A intenção é alertar a população sobre a necessidade de denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes e divulgar o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos.
No ano passado, o canal de comunicação recebeu 195 denúncias do Distrito Federal... A concentração começou às 9h, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Por volta das 10h30, o grupo saiu pela Avenida Hélio Prates em direção à Praça do Encontro, no centro de Ceilândia, onde foi realizada uma palestra sobre o combate à pedofilia. “Queremos conscientizar a população sobre a importância do Disque Denúncia. Os casos de violência sexual vêm crescendo no DF. E percebemos que depois da marcha, o número de denúncias aumenta, as pessoas até ligam para agradecer as informações”, comentou o presidente da Organização Nacional contra as Drogas e a Pedofilia e organizador da passeata, Ielton Ferreira de Azevedo.
Lugar crítico Essa é a quarta edição da Marcha Contra a Pedofilia, em Ceilândia. A dona de casa e voluntária Zilda Maria da Cunha, 51 anos, moradora da cidade, participa do movimento desde o início, há quatro anos. “É muito importante alertar a comunidade. As pessoas falam muito sobre isso, mas não se envolvem. A gente tem que ir à luta”, opina. Zilda lembra que muitos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa e não são descobertos. Agente social, Marieta Soares, 57 anos, também moradora de Ceilândia, trabalha com crianças carentes do Sol Nascente e conhece de perto essa realidade. “A violência sexual se concentrou bastante na região nos últimos 10 anos. Esse tema precisa ser discutido porque a gente vê as autoridades de braços cruzados, sem fazer nada”, alerta. Além das pessoas que fizeram o percurso a pé, outras acompanharam de dentro do carro. A marcha também teve a colaboração de integrantes do Motoclube Kamikazes. O grupo seguiu pela faixa da esquerda na Hélio Prates, mas sem causar transtornos na via.
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